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Balanço: 133 mil processos são correicionados no interior de MT

30/10/2018

Relatório do Departamento de Aprimoramento da Primeira Instância (Dapi) aponta que 133.003 processos físicos foram correicionados nas 78 comarcas do interior pelas equipes da Corregedoria-Geral da Justiça de Mato Grosso (CGJ-MT) no biênio 2017/2018, de junho do ano passado a outubro deste ano. Esse montante equivale a aproximadamente 13% do atual estoque do Judiciário no 1º Grau. “Foi um desafio, mas graças ao empenho dos nossos magistrados e servidores conseguimos cumprir com esse propósito. Agora estamos perto de finalizar a comarca de Cuiabá para completar 100% do Estado”, avaliou a desembargadora corregedora Maria Aparecida Ribeiro. 

Conforme a magistrada, as atividades desenvolvidas ao longo desse período estiveram voltadas para a efetividade jurisdicional. “Desde o início buscamos satisfazer os cidadãos mato-grossenses, oferecer serviços de qualidade, reduzir a nossa taxa de congestionamento e cumprir as metas estabelecidas pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e pela Corregedoria Nacional. Só quem visita as unidades judiciárias, viajando de carro pelas estradas de asfalto e de terra, entende a dificuldade que é levar justiça para a população de um estado de dimensão continental, com comarcas há mais de mil quilômetros da capital”, afirmou. 

As correições ordinárias começaram pelas comarcas de Alto Taquari, Alto Araguaia e Alto Garças, e terminaram, pouco mais de 16 meses depois, com as comarcas de Rondonópolis e Pedra Preta, todas na região sul. Grande parte do trabalho foi executada por polo, com equipes atuando simultaneamente sob o comando dos juízes auxiliares Ana Cristina Silva Mendes, Aristeu Dias Batista Vilella e Jaqueline Cherulli. “A estratégia foi definida pela corregedora sempre levando em consideração a otimização do tempo e dos recursos financeiros”, acrescentou a coordenadora da Secretaria da CGJ-MT, Karine Lozich Dias. 

Como funciona – As correições são realizadas com objetivo de averiguar a regularidade dos serviços administrativos e judiciários executados, bem como orientar servidores e magistrados para uma melhor organização das rotinas visando celeridade e impulsionamento dos autos. São examinados processos - prioritariamente os de metas e os paralisados há mais de 100 dias - e tudo mais que se relacionar ao expediente forense. Também são levantadas informações sobre as equipes de trabalho (recursos humanos), estrutura física e equipamentos. O resultado compõe relatórios que apresentam as inconformidades e as boas práticas encontradas, além de recomendações às unidades para melhorar o desempenho.


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Ana Luíza Anache
Assessoria de Comunicação CGJ-MT
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